Projeções Populacionais

Denise Helena Franca Marques Maia


Os resultados das projeções populacionais realizadas pelo IBGE revelaram o rápido envelhecimento da população de Minas Gerais, caracterizada por um arrefecimento continuado de seu ritmo de crescimento nas próximas décadas, e por decrescimento a partir de 2040. Tal tendência será seguida por todos os territórios de desenvolvimento, com diferenças entre eles, principalmente entre 2010 e 2020. Nas décadas seguintes, haverá convergência da velocidade de crescimento das populações dos territórios, com diminuição do diferencial de crescimento entre eles.

Entre 2030 e 2040, as populações dos territórios do Alto Jequitinhonha, Caparaó, Baixo e Médio Jequitinhonha, Mucuri, Sudoeste e Vale do Rio Doce começarão a diminuir de tamanho, enquanto as populações dos demais territórios crescerão num compasso menor. Quando se analisam as taxas de crescimento, por porte de população, observa-se uma heterogeneidade entre elas, isto é, não há e não haverá um padrão de comportamento demográfico, por porte dos municípios. Entre os 10 municípios com as maiores taxas de crescimento populacional do Estado, entre 2010 e 2020, quatro localizam-se na RMBH (Vespasiano, Betim, Ibirité e Ribeirão das Neves) e os demais, nos territórios Norte, Noroeste e Vale do Aço.

Verifica-se que o envelhecimento da população de Minas Gerais é um processo progressivo e que ocorrerá em intensidades diferentes nos territórios de desenvolvimento. No entanto, no final do período analisado, haverá uma convergência das participações relativas dos idosos e dos jovens, no total da população de cada território.

A razão de dependência total do Estado decrescerá até 2015, quando atingirá o patamar de 42 pessoas dependentes para cada 100 pessoas em idade produtiva e, a partir desse ponto, sofrerá sucessivos incrementos. Em geral, nos territórios, observa-se a mesma tendência estadual: diminuição das razões de dependência dos jovens e incremento da dos idosos. A razão de dependência total decrescerá até 2020, com crescimento progressivo a partir deste período, com exceção dos territórios Metropolitano e Triângulo do Sul, cujas razões de dependência totais já aumentarão a partir da década de 2010, e Vertentes, com o valor do indicador constante para 2010 e 2020.

As rápidas transformações no volume e na estrutura etária da população do Estado vêm reafirmar a necessidade de planejamento setorial, considerando a população como variável chave em todo o processo. Se por um lado o volume de jovens diminuirá, propiciando a oportunidade ao estado de investir em serviços básicos com qualidade para esse contingente populacional, principalmente em educação básica e em saúde, para que se tornem adultos saudáveis e mais produtivos, por outro lado, o número de idosos está aumentando, impondo desafios inéditos: pressão da população idosa sobre o sistema de seguridade social, sobremaneira saúde e previdência social, ao longo do tempo. Soma-se a isso a diminuição da população em idade de trabalhar, isto é, de suportar financeiramente os jovens e idosos. Nesse cenário de aceleradas mudanças, medidas emergenciais e estruturais, voltadas para setores específicos da população, deverão entrar nas agendas governamentais, a fim de diminuir os reflexos da redução da população em idade produtiva e o envelhecimento populacional.

 

 

 

 

 

 

 

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